terça-feira, 19 de janeiro de 2016

Carta cantada à minha filha!

Acho que já vos contei que quando fiquei grávida, fui mandada para casa logo aos cinco meses de gravidez. Diziam que a minha cogumela estava muito pequenina e que eu precisava de descanso. Com a vida que tinha, esta decisão dos médicos não causou grande surpresa. De qualquer forma, não deixou de ser uma notícia que me deixou de rastos. Para começar, a incerteza em relação ao bem estar dela, deixava-me tão, mas tão preocupada!!! A acrescentar a isso, sentia-me tal e qual como um leão dentro da jaula. Eu, que sempre tive uma vida muito (reforcem o muito) activa, vi-me obrigada a ficar fechada entre quatro paredes. Tinha autorização para ir do sofá até à cozinha buscar alguma coisa para comer e pouco mais. Para mim, passar um dia sem pôr um pé fora de casa, era impensável, por isso, esta foi uma situação bastante difícil de encarar. Mas pela minha cachopa tudo e então decidi começar a pensar no que poderia fazer dentro de casa para não dar em doida, como já vos contei aqui.
Desses tempos, surgiu esta pequena alucinação dedicada à minha filha. Na altura pensava muito como ela seria, como me iria adaptar a ela e ela a mim. Pensava se as coisas iriam correr bem e se seria capaz de entrar em tamanha aventura. Até hoje acho que está a correr muito bem e por isso deixo-vos aqui esta carta cantada à minha filha!




Já vos disse que não sei tocar guitarra não já?! Ainda bem!

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