| Os docinhos tão bons. |
Abanava as mãozinhas e soltava gargalhadas de uma euforia que só visto e então quando saía de lá de dentro o piano com sons e luzes ou o comando com músicas sobre os barquinhos e as casinhas, aí então, a loucura atingia o seu máximo! Atirou-se aos brinquedos com uma ganância que só visto.
Se ela percebeu alguma coisa? Não, mas estava tão feliz! Para ela o Natal foi mais um dia em que a encheram de amor e carinho como deveríamos fazer com todos os que passam por nós, todos os dias. Esteve com alguns primos que ainda não conhecia e experimentou mais uns colinhos que ficaram, sem dúvida alguma, aprovados, Sorriu para todos e mostrou que gosta de nós incondicionalmente, apesar de não a deixarmos comer bolo rei (vontade não lhe faltou).
Tentei, de todas as maneiras possíveis que ela, dentro do seu vestido meticulosamente escolhido pela pirosa da mãe (eu), para este seu primeiro Natal, gostasse do dia e sorrisse o máximo de vezes que fosse possível. Acho que consegui e por isso o meu Natal não podia ter sido melhor. O Natal girou à volta dela, como todos os dias da minha vida desde que nasceu e não podia ter valido mais a pena. Afinal o que pode querer mais uma mãe para além do sorriso genuíno dos seus gordinhos?
A sua alegria e amor tão puros faz-me pensar que um dia já fomos todos assim e que de alguma forma, fomos deixando pelo caminho pequenas qualidades que nem tivemos de nos esforçar para ter. Parece que a vida às vezes nos obriga a ser piores do que já fomos, mas não devia. Acho que podíamos estar mais atentos e pôr os olhos na gente pequena que nos rodeia. Tentarmos ser todos mais genuínos não nos fazia mal nenhum e quem sabe esta não possa ser uma boa resolução de ano novo!? Vamos a isto? Tentar não custa!



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